terça-feira, 27 de novembro de 2012

Entrevista DN Arq. Eduardo Souto Moura 09.09.2012

Apesar de já não ser recente, vale a pena ler.

Entrevista Eduardo Souto Moura
Diário de Notícias, Domingo 09 Setembro de 2012





segunda-feira, 12 de novembro de 2012

E se a escola fosse a sério?

O ano lectivo começou há pouco mais de dois meses. 
Este ano, muita coisa está diferente, e possivelmente muita ainda mudará até ao seu termo. 
Temos notícias de alunos em greve devido ao decréscimo de qualidade e à consequente desidratação intelectual dos seus cursos, notícias de cursos com menos de dez alunos na iminência de fechar portas, e ainda, notícias frequentes de alunos que desistem dos seus cursos por falta de capacidade económica. 

Refiro-me apenas às notícias sobre os cursos de arquitectura em Portugal, que vão enchendo jornais, revistas e redes sociais, apesar de a realidade ser bastante parecida noutras áreas. 
Todas estas más notícias são amplamente difundidas e comentadas, devidamente lamentadas, sem que contudo, se encontre grande preocupação em entender as razões da sua origem ou futuras consequências. 
A crise poderá ser uma oportunidade, não uma fonte de oportunidades de negócios da china e de rápido enriquecimento, mas pelo menos, deverá ser uma oportunidade para pensar no que temos, no que não funciona bem, e em formas criativas e sustentadas de inverter a situação que se degradou. 
Poderá ser a oportunidade e o momento certo de nos reinventarmos.


Le Corbusier, Atelier, 35 rue de Sèvres, Paris (© Willy Rizzo - Fonte: www.lejournaldelaphotographie.com)

Apesar deste cenário pouco animador, se observarmos o que se produz nas universidades, um conjunto de trabalhos e projectos académicos realizados pelos alunos, tudo não passa de lixo. Não me refiro, obviamente, à qualidade dos trabalhos ou dos alunos e professores, ou à pertinência dos enunciados, mas sim à inexistência de qualquer repercussão ou contributo para fora da escola. Todo ou quase todo o trabalho desenvolvido pelos alunos, fica arrumado em gavetas ou discos rígidos, apenas para mais tarde recordar. A culpa não e dos alunos. 
E poderá não ser assim. 

Vejamos, as escolas têm uma potencialidade de trabalho enorme, possuem instalações capazes, corpo docente qualificado e uma enorme massa intelectual dinâmica e cheia de vontade de trabalhar, que são os alunos. Tudo junto, pode resultar num laboratório de ideias e experimentação. 
Resta apenas pensar além da caixa, criar parcerias com as autarquias, empresas e instituições internacionais, e direccionar grande parte do trabalho académico para um objectivo comum, ou seja, que um conjunto de contributos individuais possa formar um todo, coordenado e desenvolvido amplamente pelo corpo docente e discente. 
Obviamente, que a escola deverá ser pro-activa e selectiva, não poderá o ensino ficar refém dos interesses e do âmbito dos trabalhos, deverá ser a escola a procurar e propor os trabalhos de acordo com os seus programas académicos. 
Um entrosamento mais abrangente da escola / faculdade de arquitectura com a sociedade / país, poderá permitir além da criação de novas fontes de receitas, oferecer aos alunos um ensino mais interessante e envolvente, com maiores componentes praticas e acima de tudo, um curriculum vitae mais interessante, mais profissional e não menos académico, instrumentalizando melhor os alunos para a diversidade que a profissão possibilita e exige actualmente. E, acima de tudo, permite uma contribuição substancial para o desenvolvimento de uma discussão seria e profunda necessária sobre a produção arquitectónica e a qualidade urbana de Portugal. 

A escola deverá ser sempre um lugar de experimentação, de cultura e aprendizagem, como tal, deverá ser uma referência de massa intelectual para o desenvolvimento da sociedade e da economia. 
Seria possível e desejável, que as instituições de ensino permitissem aos seus alunos, que o seu trabalho, pudesse ser algo mais que uma simulação do real. apm
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Vítor Rocha
vitorrocha@mail.com 

O portal Arquitectos Portugueses no Mundo, agradece ao autor a sua colaboração.

domingo, 28 de outubro de 2012

Basílica do Bom Jesus, Goa Velha - Indía. 1594-1605


«A Basílica do Bom Jesus é uma Basílica Menor, situado em Goa Velha, na Índia. É uma das Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo e faz parte do conjunto arquitectónico de Igrejas e Conventos de Goa, Património da Humanidade pela Unesco, sendo um dos melhores exemplos da arquitectura barroca no país.

Foi construída entre 1594 e 1605, uma obra considerada rápida para os padrões da época. Em seu interior repousa o corpo de São Francisco Xavier, considerado O Apóstolo do Oriente.

Em 1946, tornou-se a primeira basílica da Índia. Nos dias actuais, ainda há peregrinações ao local, para visitas ao túmulo d'O Apóstolo do Oriente.Em estilo barroco, é considerado um dos melhores exemplos do estilo na Índia. Construído em laterite, seu piso é em mármore e incrustada com pedras preciosas. Há várias pinturas ilustrando a vida de São Francisco Xavier, e o altar é dedicado a Santo Inácio de Loiola, companheiro de São Francisco Xavier nas missões no Oriente.

Seu desenho foi inspirado da Igreja de São Paulo de Macau, actualmente em ruínas. As colunas são um conjunto de características jónicas, dóricas e coríntias. O andar térreo tem três portais, acima deles são três longas janelas e no segundo andar são três janelas circulares. A maior parte da fachada superior forma um quadrilátero esculpido em basalto para formar um medalhão ilustrando o emblema da Companhia de Jesus.

O Mausoléu onde actualmente descansa o corpo de São Francisco Xavier é de 1696, oferta de Cosme III, Grão-duque da Toscana, membro da Família Médici, num projecto do escultor Giovanni Battista Foggini. A tumba é feita em prata adornada.Suas relíquias, por questão de segurança, são apresentadas apenas a cada 10 anos, e a última apresentação ocorreu em 2004.» 

Fonte: Basílica do Bom Jesus (s.d.). Consultado em 28.10.12. No site Wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Bas%C3%ADlica_do_Bom_Jesus


Vista Lateral. © Rajan P. Parrikar, 2010.
Fachada. © Rajan P. Parrikar, 2010.
Altar. © Rajan P. Parrikar, 2010.

sábado, 20 de outubro de 2012

domingo, 30 de setembro de 2012

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